Thursday, 19 October 2017

Boom 2018 is coming!


Há poucas coisas de que tenho certeza na minha vida. Uma delas é que não vou faltar ao Boom em 2018. Para o ano será um pouco mais cedo, fim de Julho e coincidirá com um eclipse lunar total.  Depois de eu ter feito muitas horas e milhas para ir assistir a um eclipse solar no Oregon, com certeza não irei faltar a este aqui tão perto e ainda por cima que eu tanto adoro. Para mim e para a minha crew nos Estados Unidos, este é um bonito fechar de um ciclo, um eclipse solar e depois um lunar. Será o meu terceiro Boom, as fotos que veem são de 2016, onde depois de uma pequena cirurgia fui recuperar para Monsanto (a minha aldeia, que fica a 15 minutos) e dias depois para o Boom e garanto: esta terra é mesmo sagrada e tem uma envolvência de amor que nunca senti. Para além de ser considerado um dos melhores festivais do mundo, um dos mais transformacionais, o Boom é também um daqueles que tem uma melhor programação, seja a nível musical, seja terapêutico. Ou seja, cada um faz o seu Boom, não há duas experiências iguais, e isso é uma das belezas do festival! Mas no final #weareone, #weareall and #wearelove. Os bilhetes são postos à venda hoje às 20h20 com um preço de early bird e o tema é Sacred Geometry. 
Cant wait!

Com carinho de um boomer, há 5 anos descrente, e hoje totalmente rendida ao sítio onde vejo mais beleza por metro quadrado no meu ano. Aho!








Wednesday, 18 October 2017

Kimoning!

Não tenho muitos kimonos. São três na verdade. Um preto liso que uso com tudo e mais um par de botas, um da H&M em cetim que já viram aqui (2012) e levo todas santas férias de praia e um em veludo azul e lantejoulas que veio dos saldos da Zara a pensar neste Outono/ Inverno e que ainda não decidi se gosto dele ou não. Todos curtos com mangas 3/4s. Entretanto as lojas brindaram-nos com mil um kimonos compridos estilo seda, feat robe de quarto, e eu que gosto de moda mas não sou muito de modas deixei-me estar. Se fizermos uma rápida busca na Zara ela mostra-nos a existência de 75 kimonos nesta estação, 75 credo, não haverá mais #trend que isto. Gostei sempre porém de vários que vi, tanto em loja como nos outros, mas nunca tive o ímpeto de comprar, pelo mesmo motivo que mantenho trela curta nos kimonos curtos e de manga 3/4: não dão jeito nenhum para pôr com casacos com as mangas morcego, e são daquelas peças que marcam imenso. Estes compridos de inspiração japonesa são lindos de morte, as mangas até são normais, mas casacos por cima nem pensar e o mesmo problema: usas uma vez e... Vamos lá dar uns meses de intervalo senão parece que andamos sempre com o mesmo robe de quarto/ cortinado.  
Mas ora que tanto o cantâro vai à fonte... (nem preciso de terminar). Dentro de 75 (!!) este falou-me ao coração. Pelo estampado, pelo pelinho nas mangas (eu e os fetiches), pelo material grosso e de bom toque, pelos atilhos dourados, porque não é comprido até aos pés, porque dá 10 a 0 a todos os outros, pronto, quando eu gosto, gosto! Mas não gosto do preço, 60 euros por Zara, que daqui a 2 meses vou ver a 25.95, custa-me. Custa-me imenso, a não ser que seja algo que sei que vou usar mesmo muito e já. Por isso por enquanto dedico-lhe um post deste blog o que já não é nada mau, e a minha promessa de amor eterno. Logo à frente veremos se será platónico (ou prefencialmente) consumado. Eu e os fetiches, não há forma...



Detoxing social media for 10 days (and maybe counting...)



Vão fazer cerca de dois anos que fiz um detox de redes sociais por um período superior a três meses. Foi maravilhoso, dei valor a coisas que não imaginam, apesar da vontade de dar um olá e de checkar algumas pessoas. No Oregon, por força das circunstâncias e do ambiente, passei mais oito dias desconectada e já sabem como foi, escrevi por aqui. E agora preparo-me para fazer outro, aliás, está pensado desde Agosto quando fiquei sem rede no telefone nem que subisse acima do pinheiro mais alto daquele bosque. E às vezes é assim que me quero sentir. No topo do pinheiro mais alto do bosque (ou bem no meio da flor de lótus que cresce à medida da nossa consciência, Leti esta é para ti!).

Já toda a gente sabe dos prejuízos das redes sociais. Do que desaprendemos; do tempo que nos rouba; do que nos faz sentir sozinhos apesar de aparente acompanhados; da adicção; sem falar nos temas e pessoas tóxicas que no dia-a-dia real evitamos. 
Porquê então continuar a usar redes sociais? Pelo espectro contrário de tudo que é mau. Do que aprendemos (os melhores artigos encontro-os nas milhares de páginas de informação que sigo ali compactadas num só sítio), da companhia que nos faz (quando estamos por exemplo há 5 horas numa sala de espera); da proximidade que mantemos com amigos (alguns que vemos muito outros menos), do que gostamos de ver desses mesmos amigos e colegas: fotos da família a crescer, de poder ajudar quando se trata de divulgar algo importante,  de divulgar as nossas próprias coisas, partilhar alegrias e não só, etc. E depois já sem falar do meu trabalho que passa tanto por estar atenta e muitas vezes presente e participativa nas redes sociais, especialmente quando dou a cara para um meio que vai usar a minha imagem, seja para um workshop, seja para o styling de um desfile. Tenho ainda um plus que aponta ali também para a parte do vício: a página de  Facebook com o nome deste blog (maior parte das vezes entro na app e nem vejo mais nada, mas ainda assim...) onde tanta gente querida me acompanha, me lê, me dá mimo e ouvidos, me dá feedback, me ajuda, me atura. Alguns insultam-me também, mas esses não interessam nada. 

Se isto é ego, exercício de validação da minha parte? Absolutamente. Mas quero acreditar que também dou/ retribuo com as minhas partilhas, histórias minhas, descobertas de pechinchas, inspirações para looks do dia, os contos do oriente, os resumos dos desfiles, os disparates imensos, you name it. Convenhamos, a minha noite dos Oscares que já era de si entusiasmante, passou a ser ainda mais excitante desde que divido o red carpet com vocês em tempo real. Rio-me como nunca no ano. Por isso sim, para alguém que como eu gosta tanto de partilha e interacção, este é um desafio difícil e talvez por isso perfeito para mim.

Quanto ao tóxico, chegamos ao tóxico e a coisa fica negra. Às vezes não é nada nem ninguém de especial. É simplesmente o desejo primitivo, quase insintivo de me rodear apenas do que é positivo e do me faz bem. E se fora de um ecrã levo isto tão a sério, porque diabo dentro dele não consigo? 
Talvez porque no facebook tenha 800 amigos e 3600 seguidores. Estou com 800 pessoas na minha semana? Sou ouvida por 3600 ouvidos (make it double) quando conto uma história? Easy answer... Às vezes parece que tenho vozes dentro da minha cabeça, e antes que me ponham uma camisa de forças vamos lá passar à acção. 

Eu voltei a escrever mais activamente nos blogs nas últimas semanas e continuarei a fazê-lo. Os contos do oriente (que são no Residência), as minhas conclusões destes dias de detox, posts sobre moda e looks, artigos de opinião, conclusões parvas e sarcásticas do dia-a-dia a que já estão habituados, física quântica e engenharia aeronáutica, etc. Vai ser old school, tudo nos blogs apenas. Sem esquecer o meu Tumblr, a imagem fala por si... Aqui do lado do direito podem inscrever o vosso email na newsletter para serem notificados de cada post novo. O mesmo para o Residência. 



O meu desafio é para já de 10 dias, está agora a começar o dia 18, portanto dia 28 - Domingo volto ao FB para dizer qualquer coisita, logo veremos. Nem vão dar pela minha falta, mas se precisarem mandem mensagem à vontade. (Quanto ao Instagram, ainda não decidi bem o que lhe faça, mas não o conto abir muitas vezes.)
Podem sempre alinhar comigo e experimentar este detox, pela experiência, aconselho.  Fecha-se uma porta, abrem-se mil janelas, e isto é mais antigo que a Sé de Braga. O objectivo é sempre o equilíbrio. Pelo caminho temos várias festas, um Portugal Fashion e mudanças em breve, algo me diz que não há melhor altura (ou mais desafiante) para este repto. 

Some like it hot & Something's gotta give! Até já!


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