Thursday, 24 January 2019

E se eu fosse aos Oscares?


O ano passado ia de cinza metal Ralph & Russo, este ano volto a render-me a Elie Saab. Mas não há cá saias de princesa, nem brilhantes pregados. Mais um vestido fierce, a fazer lembrar o David Lynch, mas em vez de veludo azul, um atrevido e bold azul petróleo metalizado, e já agora, porque não, as pernas da Blanca Padilla.

Monday, 15 October 2018

My closet and my shopping tips.


Então vamos lá ao post sobre os trapos e afins aqui no blog. Eu fui mudando bastante ao longo dos anos nos meus hábitos, mas sinto que à medida que cresci, algo cresceu em mim também nos meus hábitos de compra. Sei que compro menos mas ainda compro bastante, mas hoje sempre que pondero comprar uma peça, abro as portas dos armários e analiso se realmente preciso daquilo e com que outras peças o vou poder conjugar. Será rentável? Valerá mesmo a pena? E daqui a 10 anos, vou querer usar? Aqui vai algum rambling sobre o assunto, como se estivesse directamente a falar com uma boa amiga, espero que não se percam no caminho!


Por esta altura vocês já estão fartos de ouvir falar em sustentabilidade por isso vou-me focar mais naquilo que realmente fez a diferença no meu modo de comprar: o meu armário! Eu ouvia muitas vezes a expressão "my money where I can see it" mas nunca lhe dei o devido valor. Eu sei que sou uma privilegiada por ter imenso espaço onde guardar a minha roupa, mas talvez se soubesse o que sei hoje nunca tinha deixado as coisas chegarem ao ponto que chegaram na minha antiga casa. O ponto de ruptura foi quando aproveitei uma promoção de mid-season da Zara e comprei uma minissaia de polipele preta para chegar a casa e depois descobrir que entre gavetas tinha mais duas idênticas com pouco uso. Com vergonha, lá tirei tudo para fora e comecei a perceber o que realmente tinha. Nesse processo de desapego quando cheguei ao fim tinha juntado 5 sacos ikea para dar. O problema é que um ano depois quando fiz a mudança de casa, ainda continuava entupida de tralha. Aí foi de Marie Kondo numa mão e o coração noutra bem longe: destralhar, destralhar, destralhar. Escolher uma dúzia de peças boas que me custavam um pouquinho mais para vender e o resto dar a quem precisa ou vai valorizar mais do que eu. A minha ideia principal era: apenas levar para a casa nova o que realmente gosto e uso!


Se hoje me mudasse para uma casa mais pequena e não tivesse o espaço que tenho, sei que ia evitar as gavetas ao máximo. Não sei como funciona com vocês mas as gavetas para mim são um bicho papão, que engolem a roupa, e qual máquina do tempo a fazem ficar esquecida por não a conseguir ver. Hoje em dia tenho gavetas apenas para roupa interior, pijamas, roupa para o yoga e tshirts e garanto-vos que ainda assim parece que ando sempre com as mesmas coisas e as outras lá estão no domínio do papão (acho que está a ficar na altura de novo desapego, how many cute t-shirts one needs, after all?). Tento ter tudo pendurado, dividido por cores e materiais. Quando chega o Verão mando para o sótão o de Inverno, para que o espaço seja arejado. E quando algum item anda há muito tempo de um lado para o outro sem que eu o tenha usado nos últimos anos, é sinal de que já não tem lugar aqui e que vou tentar evitar que o mesmo me aconteça no futuro. Amen!


As camisolas foram um dos items que levaram um desbaste maior no último ano. Os tricots de qualidade a bom preço são o item mais difícil de encontrar na Península Ibérica, até mais do que boas sedas, sei-o desde sempre uma vez que nasci e cresci nos têxteis, por isso sempre fui muito picuinhas. Olho desde sempre para etiquetas de composição, mas lá me deixava atrair por uma ou outra malha que era 100% poliamida mas tão giraaaaaaa... Hoje isso acabou. Tenho meia dúzia de camisolas e isto não é eufemismo. Estão numa prateleira dobradas com lombada grossa e distingo-as facilmente umas das outras. Nos últimos anos investi numa Kenzo para H&M e numa H&M Trend porque os materiais eram óptimos, e verdade seja dita, uso-as imenso. Depois tenho aquelas básicas golas altas Massimo Dutti de seda e caxemira, e este ano encomendei uma da & Other Stories que vi, amei a qualidade e design, maturei a compra durante um mês e hoje sei que vou usar muito.
Um truque? A minha mãe tricota imenso e mostro-lhe fotos do que quero para que ela tente fazer semelhante com os melhores materiais possíveis, mas mesmo que não tenham o mom-made díponivel, há várias páginas nas redes sociais de outras mães que tricotam para fora: aproveitem, este é o verdadeiro feito à mão com exclusividade que não vão encontrar em loja nenhuma do mundo!


Outra coisa que tenho especial atenção nas minhas compras é vestidos de festa. Não preciso de ter uma data marcada para andar a ver vestidos de festa em saldos (faço o mesmo anualmente com fatos de banho que compro no Inverno, e poupo imenso). Sei que é uma peça em que gosto de primar pela diferença e claro, um bom corte, logo se vejo um vestido que acho que esteja com um preço/ qualidade bom, compro e mais cedo ou mais tarde vai acabar por ser usado. Já o fiz muito na Asos, mas hoje em dia não ando muito satisfeita com a qualidade, por isso o meu go-to tem sido a Sandro e a Maje que vão até aos 60% online e no ECI e têm coisas diferentes e que são muito a minha cara. A Self Portrait também entra em saldos até 50% duas vezes ao ano, e é mesmo de aproveitar porque é uma das marcas mais giras dos últimos anos e com preços óptimos para o que são.


Saldos. Ora aqui está outro dos meus temas favoritos. Eu recuso-me a comprar 80% da minha roupa em full price e acho que esta percentagem devia aumentar ainda mais. Em relação a marcas mais caras, independentes de edições limitadas ou de autor, estas são aquelas onde invisto essencialmente e cada vez mais em acessórios. (Hoje em dia já quase não consigo comprar calçado na Zara, bem tento, mas acabo sempre desapontada com design/ qualidade, o que até há uns anos não acontecia de todo...) Para além da época de saldos saibam que há promoções e deals nestas marcas mais exclusivas todo o ano. Tenho amigas que dizem que sou sortuda porque lá conseguir arranjar aquela clutch que queria muito daquela marca, àquele preço, mas eu prefiro acreditar que sou goal oriented. Tenho as notificações de todos os e-commerces activas e ando atenta à segunda mão também. E aqui sim, mais que nunca lá vem o menos é mais. Quando mudei de casa dei tantos mas tantos pares de sapatos que acabei sem umas únicas sandálias pretas. Mas fiquei tão feliz por só ficar com coisas que gostava que me permiti comprar os meus sapatos de glitter com pelo rosa que namorava há meses, em saldo claro! Aos poucos isto tem sido também aplicado ao Fast Fashion, até porque acho mais fácil comprar em saldo pois as lojas hoje em dias têm tanta roupa que me confundem. Por exemplo, nos saldos de Verão apostei no linho e comprei a menos de metade do preço na Zara peças com qualidade e intemporais, que sei que me vão durar uma vida. 

Acho que isto é importante reconhecer: continuarei a comprar fast fashion sempre que achar que estou perante uma boa compra, e tenham a certeza de uma coisa, se fizerem boas compras ao longo da vossa vida e mantiverem o vosso armário organizado, as tendências vão acabar por encontrá-las nas vossas próprias coisas. Animal Print? Ora aqui estamos nós desde os últimos anos à espera. Na verdade... Nunca deixaram de ser usados, porque estilo e moda, já sabem? Sempre acreditei que é terrivelmente fora de moda dizer que algo está de moda. Façam a vossa. A vossa carteira e o vosso espelho estou certa que agradecem, e o movimento feminista de libertação da imagem da mulher aplaude.

Por fim, este é um processo que não tem fim (alerta de redundância). Há sempre coisas que acabamos por precisar (como uns jeans novos ou uma camisa branca) e o nosso armário está sempre a ponto de ser arrumado outra vez. Mais uma vez: my money where I can see it, quanto mais conseguirem visualizar tudo o que têm, menos compras vão fazer e menos dinheiro vão gastar: garanto-vos! Por exemplo hoje em dia, sei identificar exactamente o que me faz falta (e não, nunca depois de passear olhos por novidades, isso é o pior erro, erradiquei até algumas apps do meu tlm), e depois de o ter sinalizado, neste caso são umas skinny jeans pretas, decidir para onde me vou virar. As últimas que comprei alargaram ou desbotaram? Porque não investir numas Levis, uma vez que tenho ali algumas de quando eu tinha 15 anos? Just a thought...

Depois eu sou 100% fã de trocar com amigas (neste caso também irmãs, cunhada e sobrinha) e acho mesmo que uma plataforma que está a faltar é uma onde possamos trocar a roupa com estranhos for good em vez de vender, e quando falo disto não digo aquela roupa já velha e feia que não nos serve. Com honestidade, coisas que continuam a ser boas, por outras que já foram úteis e amaciadas por quem as comprou e poderão hoje ser para nós também. Aqui fica uma ideia, quem sabe num futuro próximo se não se torna real? Entretanto, tenham juízo a maior parte do tempo, quando não o tiverem, é porque tinha de ser, um mimo às vezes também sabe bem, de preferência se apostarem em peças com produções pequenas. Boas compras e essencialmente boas arrumações!


Mid Season: 
Os materiais quentes misturam-se com os frios. A nostalgia dos dias de Verão ainda não me permitiu tirar para fora o que já não usarei este ano. Estou ali a ver demasiadas saias pretas... Ups! Aqui está um armário a gritar por uma arrumação! 

Sunday, 7 October 2018

Isabel Marant Lulianas

My friends say that I am lucky to find so many deals half price. I say that I am goal oriented. I subscribe all the newsletters for promotions, and time to time I just randomly check most e-commerces. And sometimes magic happens. It is against my religion to buy luxury items full priced, actually more and more I am a sales person all the way. My last bargain were these Luliana from Isabel Marant booties. A classic with a twist and super comfortable. I guess I'm wearing them a lot next months. Pay more for luxury items to spend less in fast fashion, seems like my mantra for shopping and sustainlability nowadays. But I'll talk more about it soon!



(Already have these babies from this season on my list, Waiting for the price to drop... 🤞)


PS - Eu sei que a maior parte de vocês, que me segue há anos e interage comigo são Portugueses, e às vezes apetece-me mesmo escrever apenas em Português, principamente quando não quero ficar lost in translation em textos mais pessoais. Mas desde que vivi em Inglaterra que me habituei a expressar-me em inglês para que todos os meus amigos me entendam, e quando visito as stats do blog percebo que cerca de 40% dos visitantes são estrangeiros, o mesmo no Instagram principalmente pela minha ligação ao mundo do Yoga ocidental. Sei que o meu inglês não é perfeito e que me preferiam ler na língua de Camões, mas prometo que vou sendo genuína e escrevendo no idioma que mais me inspira naquele texto (até hoje sonho em inglês), às vezes nem me apercebo da minha escolha.  Either way (lá vêm elas, aquelas expressões que só ficam bem em inglês), prometo que farei sempre de tudo para ser clara e consisa e que nem tudo o que digo se perca idiomaticamente. 

Yours,
Raquel


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