Wednesday, 27 December 2017

Puja Fire - meditação perfeita para entrar em 2018 (e deixar o que é para deixar em 2017)


Falando de coisas mais interessantes e importantes nesta altura do que que compras, saldos, trapos e afins, aqui vai. Há uma meditação que fiz há um ano no dia 31, que adorei e estou para vos sugerir há algum tempo, principalmente porque se mostrou altamente eficaz no meu ano. Foi a minha terapeuta com quem faço meditação guiada que me sugeriu e eu na altura falei a algumas amigas, mas agora um ano depois, e após ver os excelentes resultados, tenho o dever de contar a mais pessoas.
Chama-se Puja Fire, muitos já devem ter ouvido falar e é uma "cerimónia" que acontece em várias religiões orientais onde o fogo é um elemento sagrado. Então bem simples, eu fiz dia 31 porque se tratava da transição entre o ano de 2016 e 2017 mas podem fazer nestes dias. Sentem-se em frente a uma lareira ou uma fogueira com lápis e papel. Respirem fundo, fechem os olhos e tentem vizualizar o vosso ano. O que correu melhor e o que correu de pior. Pensem nas coisas que gostavam de deixar em 2017, vão a cada uma delas com carinho e despeçam-se, seja uma dor, uma situação, uma pessoa. Depois tentem vizualizar o ano de 2018 e aquilo que vocês mais desejam para o novo ano. Imaginem-se a ter todas estas coisas, seja amor, seja um novo emprego, seja mudar de alimentação. Abracem todos estes pensamentos, abram os olhos e ponderadamente escrevam no papel o que acabaram de experienciar. Aquilo que gostavam de deixar no ano de 2017 e aquilo que desejam para 2018. Dobrem o papel e deitem-no ao fogo, onde calmamente verão os vossos desejos arder com esperança, as vossas dores a derreter com a cinza, podem tentar vizualizá-los se conseguirem: o que parte e que virá de novo. No fim agradeçam. Depois é só fazer por isso. A intenção já está lá, falta vocês fazerem o resto 

These boots are made for walkin...


Tudo isto começou... Há décadas atrás. Lembro-me de ir a um bar de um amigo do meu pai ao Sabádo e todo estarem de botas texanas. Freios e esporas incluídas. Desde aí que sempre quis umas, mas as que via eram horrivelmente caras ou pouco usáveis. Este ano a Zara lançou um modelo moderno e minimalista de westerns, que eu comprei, mas devolvi porque ficavam demasiado justas no tornozelo. Adiava assim por mais uns meses aquela imagem que tinha há 20 anos na cabeça de conjugar estas botas com tudo o que havia no meu guarda-roupa.


Mais recentemente namorei umas Asos de cano baixo também, com rosas vermelhas bordadas e tachas, mais western feat Guns'n'Roses impossível. E de repente estavam/ estão com 60% de desconto. Estava pronta a comprá-las quando me assolaram as dúvidas existenciais (ainda que estejamos a falar de 26 libras, mulheres...), nomeadamente se realmente as iria usar tanto assim por causa da cor, se o cano não era baixo demais, apertado de mais e se elas teriam bom ar ao vivo. 


Passando estas para segundo plano lembrei-me de umas Isabel Marant lindíssimas e caríssimas abaixo do joelho, que voaram dos saldos da Browns e pus-me a pesquisar Western boots à séria. Fui aos tascos do costume e foi na Asos que me fui encontrar outra vez. São abaixo do joelho, são em pele, têm estrelinhas, e parecem mega confortáveis, para além do preço de saldo abaixo das 50 libras: voilá! 


E antes de finalizar a compra, apesar de já estar mais do que convencida, ainda fui ver umas imagens de street style que partilho aqui convosco. Que pinta! Uma coisa tenho a certeza, these boots are made for walkin indeed, e  são um clássico que ficarão óptimas com leggings, jeans, saias, shorts, vestidos, Verão, Inverno, festival season, you name it! They are gonna walk all over you!






Thursday, 7 December 2017

Carta ao Pai Natal 2016

(Isto tem um ano. A verdade é que 2016 foi um ano de transformação. De nascimentos(s), de morte(s), de mutações. Aprendi sim. Mas subscrevo as palavras do ano passado. Ainda que 2017 tenha sido incrivelmente mais estável, ainda não cessei de aprender. Admito que a carta que escreveria este ano fosse um pouco diferente. Talvez ainda o faça, para já recordar 2016.)


Carta ao Pai Natal. Sejas tu o menino Jesus, Shiva, ou talvez apenas a Lua ou o Deus Sol.Tantas vezes repito que devemos viver apenas o momento presente e depois dou por mim a tentar mudar o passado ou ansiosa com o futuro. As expectativas, a porcaria das expectativas, a par das recordações/ saudade, são bichinhos bem difíceis de lidar. Por muito que todos os dias ao acordar sejamos o mais positivos possíveis; por muito que a todas as coisas más que nos aconteçam, as remetamos para a lei natural das coisas; e por muito que saibamos que a resposta a tudo isto é o amor e somente o amor.... Pai Natal, o que desejo este ano é bem simples mas tens de ter muita atenção. O que te vou pedir é muito egoista, é mais fácil que me trouxesses aquele casaco, mas sabes como as coisas são... Ajuda-me a aceitar o presente, o meu e o dos meus. Ajuda-me a conceber que só eu o posso mudar, e mesmo eu, não sou causadora de todas as coisas. Ajuda-me a entender isto, que não podemos controlar tudo à nossa volta. Ajuda-me a aceitar de braços abertos o que mundo reservou para mim e permite-me que lhe dê uma roupagem de esperança, de positividade e de amor. Ajuda-me a que as memórias e a saudade não causem tristeza em demasia. E que quando assim tiver de ser, que a saiba partilhar com quem mais amo. Permite-me pedir ajuda, pedir amor. Ajuda-me a sofrer menos com as expectativas por muito que saiba que elas não irão a lado nenhum, nunca. E quando elas me forem defraudadas, ajuda-me a não ser tão exigente com o futuro e a focar-me em tudo maravilhoso que consegui até ao momento.
Eu que sou um ser de luz, permite-me ver com igual generosidade todos os seres de luz à minha volta. E ajuda, permite, faz, com que nunca mas nunca, eu me esqueça do amor. Para mim, em mim e em tudo que faço, vejo, toco, penso e sinto. Hari Om Tat Sat. Namaste! 🌟⭐🌟 Feliz Natal.

Monday, 20 November 2017

It's that time of the year again...

O desfile previa-se atribulado quando 3 manequins russas e 1 ucraniana lhes viram negado o visto para a China. Mais tarde foi a vez de Gigi Hadid por alegado racismo e depois Katy Perry por mau comportamento... O mesmo aconteceu com bloggers, jornalistas e membros da equipa VS. Mas seria isto um problema? (E por esta altura, Iza Goulart que foi rejeitada, pensaria na força do karma...)
O destino era Shangai, onde a Victoria's Secret acabou de abrir uma loja, and as you know money talks. Contas feitas, os looks das manequins ausentes foram distribuídos e até tivemos uma novata, Vanessa Moody, a fechar um segmento com um look que pertenceria a Kate Grigorieva. No fim do dia só interessa quem lá está! Houve  até tempo para drama, com a Chinesa Ming Xi a cair em palco, o que provocou uma reacção fantástica do público e das manequins Karlie e Gisele que se lhe seguiam. Será que na edição televisiva da VS irão incluir a queda? A nossa Sara Sampaio abriu um segmento, mas o fandom não parece muito satisfeito com os outfits que lhe calharam. Convenhamos, desfilar ao lado de Elsa Hosk (o desfile Balmain foi feito em duos) não beneficia ninguém, nem a nossa bela Sara. Candice, que se especula estar grávida abriu o desfile, e Alessandra Ambrósio, que anunciou a despedida da VS, fechou. Elsa, Romee, Laís (que desfilou o Fantasy Bra), Jasmine e Lily estavam fantásticas (Adriana Lima é quase omnipotente nestas andanças apesar dos zunzuns de que estaria menos em forma), mas de quem se fala e muito é de Bella Hadid, que mais uma vez não convenceu totalmente. AGoste-se mais ou menos, looks repetidos ou não, mais asas menos asas, esta é uma das alturas mais excitantes do ano. Não é todos os dias que vemos das 55 manequins mais bonitas mundo a desfilar em lingerie. Vamos aos looks?

Punk Angels by Balmain










Goddesses








 Millenial Pink Nation




A Winter's Tale







Porcelain Angels







Nomadic Adventures












Todas as imagens da Vogue Runaway aqui.
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