Monday, 17 July 2017

Mr. Big gave me a closet!


Eu não sou rapariga de acreditar em coincidências! Mas acredito muito em acasos felizes e acredito também que quando nos rodeamos de pessoas extraordinárias, coisas incríveis acontecem. É sempre bom recomeçar numa casa nova! E também assustador, descubro agora. Ontem à noite, antes de me deitar pela terceira vez na minha nova cama pensei: "Bem, isto foi muito giro mas agora está na altura de ir para casa". Que coisa estranha não é? Principalmente quando se está feliz e se muda para melhor. Algo que desejei tanto! As nódoas negras e os golpes não são apenas na pele e nas pernas, vai qualquer coisinha ao coração. É uma ânsia permanente em querer que tudo esteja perfeito uma vez que estamos a começar de raiz. (E eu que tenho dificuldades em enraizar-me, talvez seja essa a questão). E ao mesmo tempo aquele sentimento de que abandonei o meu primeiro apartamento (aí sim já bem enraizada, talvez demais), ainda ele tão cheio de coisas minhas e de mim. Eu sou cinturão negro em trocar de casa, esta é a minha décima sexta mudança. Será que tenho aqui um cromossoma nómada que atrapalha um pouco o processo? Talvez seja apenas eu que simplesmente penso demais (que mulher não o faz), pois a verdade é que estou genuinamente feliz. A minha casa, como diz o poema do Benedetti é o meu marido, o meu amor. Nele sim me devo encontrar. Sou tão sortuda, que este misto de emoções me faz sentir um pouco pateta. Silly! Poor little silly girl. 

O conceito do minimalismo, que tenho tentado praticar, é extremamente complicado, pois se por um lado me congratulo com um espaço apenas com meia dúzia de móveis certos e tudo no seu devido lugar, por outro fico invadida de nostalgia, saudade e uma enorme confusão sobre todas as coisas que dizem respeito aos afectos. Aos meus afectos e aos de quem me rodeia e que se traduzem em peças físicas. Como as coisas que trouxe de Chefchaouen em Marrocos, numa viagem que fiz numa carrinha Vito propositadamente para decorar a casa aos 24 anos. Como todos os presentes de casamento. Como o meu mini frigorífico da Coca-Cola para o qual tive de juntar rótulos de 1040 garrafas, pois não se vendia, apenas se ganhava. Estes são apenas alguns exemplos do que deixei para trás e ainda tenho de decidir se vem comigo. E garanto-vos, não é tarefa fácil. Algumas lágrimas têm rolado. 

Bem mais fácil é o desapego de roupas e esse tenho praticado com distinção. Com a ajuda do livro da Marie Kondo e depois de ver o documentário "A documentary about the important things" percebi que tinha coisas a mais. E decidi que nesta casa apenas me iria rodear das minhas coisas favoritas. Entre dar, vender e deitar fora, muita coisa já se foi. Estas não chateiam nada, são trapos afinal. E aí chegamos ao closet, onde finalmente posso ter tudo arrumado, organizado e bonito. As minhas coisas! Este foi o realizar de um sonho que nunca fui atrevida sequer pensar. Este closet! Que loucura, meu Deus. São as tais linhas escritas nas estrelas que fazem coisas assim acontecer. Isso, e este espaço, assim como o resto da casa, ter sido pensado e criado por uma das mulheres que conheço com um gosto mais requintado e uma das minhas melhores amigas. Eu não teria imaginado melhor. E depois claro, ter o maravilhoso marido, que qual Mr. Big me fez uma surpresa destas. Quem se lembra do primeiro filme do Sexo e a Cidade? Quando o revi recentemente absolutamente derreti, pois esta foi realmente uma grande e amorosa surpresa.

Vou vos mostrando o resultado; os sapatos e carteiras irão conviver com fotos, livros, quadros e peças especiais como as que constituem o meu presépio (feito de vários elementos diferentes sem credo nem religião). Junto à varanda vou montar um pequeno escritório para escrever, escrever muito. E junto ao espelho terá lugar cativo o meu tapete de yoga. No fundo o que quero é que este seja  bem mais do que um quarto de vestir e sim o "Quarto da Raquel" e que acima de todas as éticas e estéticas, contenha a magia e a simplicidade de ser feliz.  No fundo é o que todos queremos, não é? Ser felizes. Acho que o conteúdo principal já o tenho: o amor. Como diz a Carolina Ferraz: "Deixe que o amor chegue e se instale (sem style). Porque tudo o resto são bobagens meninas, bobagens..." 

O design e execução do closet ficou a cargo da fabulosa DING DONG.

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