Monday, 20 March 2017

Nunca a expressão 33 Primaveras fez tanto sentido....

Há um ano atrás estava a passar uma fase de crescimento, descoberta e profunda aprendizagem. Consequentemente estava também afastada das redes sociais e tudo que pudesse toldar a minha percepcção do mundo tal como ele é. Qualquer dia voltarei a fazer o mesmo, aliás aconselho este detox de redes sociais a qualquer pessoa, ainda que possa ser por um período mais curto. No fundo tudo se traduz em estar conectada, enraizada e focada no presente. Que são três dos motivos pelos quais pratico yoga. Mas isso dá tema para outro post, vários aliás.

Há um ano eu não partilhava nada pessoal no blog nem no Facebook mas nunca deixei de escrever (está-me no sangue). E foi assim que criei um scrapbook, ou diário, que hoje guardo com muita estima (e vontade de fazer uma edição de 2017). E no primeiro dia da Primavera de há um ano atrás, eu escrevi este pequeno texto, que acho agora interessante recuperar para este espaço. Até porque tal como hoje tratava-se de um dia com uma luz pouco primaveril, fazia frio lá fora, e as questões que se punham até podem já ter sido respondidas, mas não impede que outras novas hoje surjam, fruto das respostas que entretanto chegaram. E hoje, 20 de Março, dia Internacional da Felicidade, é um dia excelente para trazer à luz palavras sentidas, porém bem guardadas num livro fechado.

Primavera é a altura do desabrochar das flores, open always petal by petal as Spring opens (touching skilfully, mysteriously) her first rose, como escreve E.E. Cummings. É tempo para investir em coisas novas, criar, renovar e inovar... O tempo e a terra fértil jogam a nossa favor. Não deixem passar esta época de criação em vão. Arrisquem! (Tal como eu arrisquei há coisa de 364 dias atrás.... E que bem me saí!)



"Chegou a Primavera num dia de trovoada no mar. Lua cheia encoberta pela neblina, corações expostos ao peito. Chegou a altura de responder à pergunta primordial: Quem és tu, miúda... O pôr-do-sol pode distrair mas não apaga. As respostas fazem-se respeitar. Os sentimentos toldam a assertividade. Está na altura de crescer!"

[A nível de tendências lá chegaremos. Não queiram abraçar toda a novidade num dia. Lentamente deixamos os tons nivelados a cinza e abraçamos os pasteis, com o magenta a reinar. A Primavera, a par do Outono, é uma época óptima para ser criativo a nível de estilo. Experimentem coisas que sempre acharam que não vos ficariam bem, comprem pelo menos uma camisa nova e deixem-se mergulhar nos materiais mais leves. O algodão tem prioridade, os brancos também. Abracem as sobreposições e brinquem com a palete de cores. Permitam reinventarem-se, pétala a pétala, camada a camada, tal como a rosa do poeta.]

Balenciaga SS 17

 Celine SS 17


Saturday, 18 March 2017

Julieta de Almodovar


Vi o Julieta num voo nocturno que me trazia sozinha do Rio de Janeiro de volta ao Porto. Aterrei, descansei o que necessitava e apanhei a próxima sessão do filme no cinema. Eu precisava de ver aquele filme em "telona". O filme impressionou-me logo pela estética dos anos 70, cores muito fortes a lembrar os tons technicolor, o vermelho permanentemente presente em cada take. Os cabelos da protagonista num tom e corte a lembrar-nos as rockeiras da altura, as roupas num vinil muito próprio da época, a delicadeza no olhar que contrasta com tudo isto.
Com Julieta, Almodóvar volta aos dramas femininos, que tão bem explorou em "Tudo sobre a minha mãe" ou "Volver". E Almodóvar conhece a mulher como ninguém. Curiosamente este filme tinha o título de Silêncio, mas foi mudado dada a coincidência com a obra de Scorcese. Porque em Julieta há sem dúvida silêncios que falam, discursam, por vezes gritam. É um filme feminino e abraça como é costume neste realizador, o tema da maternidade, do crescimento da mulher, da condição única de ser mulher: mulher em Almodôvar. E é impossível que qualquer pessoa que veja este filme, homem ou mulher, não se sinta emocionado pela honestidade dos sentimentos. A vida não é um conto de fadas, e se dúvidas existissem, Pedro Almodóvar tira-nos, uma por uma, como um soco invisível no estômago. E apesar de ser um filme visceral, difícil, que exige do espectador, é também uma história acima de tudo muito bonita. Visualmente e a nível dos afectos.
Apesar da pré-nomeação para os Óscares, o vigésimo filme do consagrado cineasta espanhol, não chegou à curta lista de 2016. Esteve porém nas mais diversas listas de críticos cinematográficos como os "Dez filmes que tem mesmo de ver este ano". Porque nos dá, dá-nos imenso, e quando um filme tem a capacidade de nos dar tanto, nós temos a obrigação de o trazer connosco para casa, um pouco daquele vermelho, colado na retina, guardado no coração. Ainda bem que me cruzei com este Almodóvar enquanto cruzava o Atlântico. Tornou a minha viagem infindavelmente mais rica.

(Este texto foi publicado pela primeira vez dia 15 de Março no portal www.ricardojorgepinto.com)


[As tendências que nos vão surgindo em street style das semanas de moda, campanhas de marcas e montras de lojas, mostram que esta é uma estética do here and now. A mistura do vermelho com o rosa forte é um exemplo disso. O uso do vinil e dos metalizados outro. As aplicações e o couro. Um pouco de Bowie em tudo o que vemos. A era dos rocks stars, todos têm brilho próprio. Can we be heroes just for one day? A moda mais uma vez segue a arte. E todos ficam a ganhar.]



(Imagens de Zara.com)

Monday, 6 March 2017

Givenchy FW 17/18 - Lady iconic in Red



Estava curiosa, confesso, com a colecção que a Givenchy ia apresentar. E estou não menos que muito surpreendida com o resultado. Tisci saiu há muito pouco tempo, os contornos são ainda desconhecidos. Os números que vêm no corpo das manequins ou na roupa não são ao acaso. Referem-se à temporada em que aquele design icónico apareceu na passerelle Givenchy. A sweatshirt com o print do Bambi no Outono/ Inverno 2013; o fato em neopreno do Outono/ Inverno 2010; a t-shirt com a madonna da Primavera/ Verão 2013, o vestido em lantejoulas da Primavera/ Verão 2014; as botas "Shark-Lock" do Outono/ Inverno 2012; e por aí continuamos. Fall Winter XY, Spring Summer YZ e assim se conta a história do reinado Tisci a vermelho. Que às vezes também é laranja, que às vezes é mais coral. Simplesmente genial.




























Thursday, 2 March 2017

Puma Suede Heart


Acham que através do meu tumblr conseguem perceber aquilo que o meu coração consumista está a pensar? Não se esqueçam de o visitar aqui!

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